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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Metamorfose.


   Mudança significa progredir, querer coisas novas, tenho andado afastada do blog, não por não saber o que postar, mais por falta de tempo, a vida anda corrida e toda minha atenção esta voltada pra escola nesse momento. Estou aprendendo a conciliar as coisas, e aprendendo que a vida é feita de mudanças sejam elas te fazendo feliz ou não.
   Eu estou em fase de "metamorfose" assim como as borboletas, demora um pouquinho mais passa! É preciso antes passar por etapas, é ai que entra a confusão e as perguntas filosóficas - Quem sou eu? Nunca encontaremos respostas objetivas ou concretas para nossas perguntas, pois são as perguntas que nos levam a descobrir sobre a vida, é preciso duvidar e sempre querer descobrir mais e mais.
   A esperança é o que nos move, não é preciso encontrar um novo caminho, mais sim, mudar o jeito de caminhar! A noite está terminando assim como este post, que parece o capítulo O Delírio do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas (só quem leu para saber que locura é ler Machado de Assis)
   Não desperdisse seu tempo, foco! Seja o seu melhor! Se preucupe com seu coração não com coisas fúteis tais como a gordurinha localizada na barriga! Seja feliz do jeito que você é, ninguém é perfeito e nunca será, sempre vamos descobrir um defeitinho aqui ou lá, e o melhor da vida está nas coisas simples! Agora vamos as novidades!

                                                             ♥ Falando em borboleta...

   Hoje bateu uma vontade muito fote de escrever aqui apesar das minhas metas dizerem "Saia de perto do computador" - não resisti! Ontem até tentei, a muito tempo tinha comprado tinta pra usar na máquina de escrever, detalhe ela já venceu, mesmo assim fui cheia de vontade mais deu um trabalho danado colocar aquela tinta em forma de fita, precisei da ajuda do meu pai e do meu irmão, com isso éramos três tentando colocar aquilo, manchei a mão, fiquei nervosa, e quando conseguimos o resultado não era o esperado, as letras saiam borradas, escrevi algumas bobeiras e cansei só não canso de dizer "-que coisa antiquada" apesar de amar ela ainda.


   Faz um tempinho que eu queria agum caderno fofinho sem linhas para desenhar e escrever frases, até encontrei alguns bonitinhos mais muitos caros, então fazendo uma faxina aqui em casa nas coisas de escola velhas minhas e do meu irmão achei um caderno amarelo de artes com muita folha sobrando - roubei pra mim! muhaha! Já comecei a fazer uns rabiscos mais embreve quero fazer uma capa linda e escrever "My Adventure Book" assim como no filme Up ♥ então logo logo sai um #fazendoemcasa que vocês vão amar!

 
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

La Amour.


Descobri que o meu mundo é o meu coração,
mais a maior descoberta que fiz foi encontrar o amor,
primeiramente busquei dentro de mim,
e acabei encontrando um pouquinho.
Passeava pelas calçadas do parque distraída,
pulando as juntas do piso e admirando minha bota vermelha,
vermelho cereja forte e lustra enquanto os passarinhos gorjeavam ao meu redor.
Foi quando algo parecido com um patinete a jato me empurrou pra longe, muito longe!
Meio atordoada e vendo tudo virar,
olhei para cabelos loiros castanhos compridos que o vento balanceava,
educadamente me pediu perdão, me sentou num banco próximo e se certificou de que eu estava bem,
rindo arrumou os meu óculos, perguntou o meu nome, insistiu que era preciso ir ao médico,
deixei claro que não era necessário.
E lá ficamos conversando sobre a vida, ele adorava colecionar selos,
praticava fotografia, estudava história e filosofia, e andava de skate.
Enquanto eu mera mortal era apaixonada por esmaltes e sabia falar francês.
Ele era Francisco e eu Paula.
Naquele instante foi crescendo algo diferente de mim,
era bom de se sentir, não tinha definição,
corria pelas veias, em volta dos ossos e até mesmo dentro dos órgãos,
e subia até a cabeça e gelava os pés, estava ficando doente!
Uma doente apaixonada.
Desde então os cabelos loiros castanhos compridos me fazia rir,
não sabia se era ilusão, paixão ou amor.
Mas depois de sentir aquela pele suave e quente,
que se desafolhava como flor em forma de um beijo,
finalizei aqui que o amor esta em cada célula, em cada partícula existente dentro de nós.
Mas nós precisamos do outro ou algo maior para poder sentir.
Mas antes precisamos confiar, prometer ser fiel, e saber esperar.
Antes de amar alguém temos que buscar o nosso amor interior a nós próprios.
Quanto menos se espera somos fisgados pelo amor.
Não há vida sem amor, que aonde há guerras eu leve o amor e paz.
Não a nada melhor do que amar e ser amada.
Ps: Pratique o amor! ♥

                                                                                       
                                                                                      Ana Carolina Delpoio
  

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Identidade.


          Eu não estava feliz. Minha vontade era de sumir.
         Foi a duas semanas que esta tortura começou, e desde lá minha vida veio decaindo no mais profundo poço. Era o primeiro dia de aula na escola Luiz Pedro Carvalho quando o professor de geografia gostaria de conhecer todos os alunos novos e apresentar os antigos. 
       Sou extremamente tímida, no momento um nó na garganta se formou, estava sentada na segunda carteira da quarta fileira, minha sala teria aproximadamente uns quarenta alunos. O que eu iria dizer? No cantinho da folha do caderno escrevia algumas coisas sobre mim, se na hora eu esquecesse era só ler. Chegou a minha vez. Os pés começaram a suar gelado, olhei fixamente para o professor quando ele falou:
          -- Quem é você jovem?
         Por um instante parei e refleti, a pergunta era pior do que eu imaginara, o que eu iria dizer se tudo aquilo que pensei não tinha mais cabimento em falar. Foi ai em que disse as seguintes palavras:
         -- Elize Pattori, 16 anos. Terminei dizendo com um leve sorriso. 
         O professor me olhou dando alguns risos e perguntou novamente:
        -- Diga-me mais, fale da sua personalidade! Olhei para os lados e todos me olhavam fixadamente, me sentia insegura. Demorei um bom tempo até que uma voz vinda do fundo ecou pela sala.
        -- Resumindo! Ela não passa de nada.
         Esse seria o que podemos chamar do "gostosão" da turma aquele que se acha tanto mais ele que na verdade é absolutamente nada. Não me deixei abater, mais meus olhos não conseguiram conter algumas gotas de lágrimas. Ignorei. O professor acalmou a situação e disse baixinho:
       -- Seja bem vinda! Está tudo bem? Não ligue para ele. A aula continuou com ele explicando sobre relevos e cadeias montanhosas.
         No meio da aula refletia - Quem sou eu realmente? Eu não tinha caracter, personalidade, identidade muito menos RG. Eu era mesmo um nada. Sou um grão de areia que o vento leva.
          Cheguei em casa entrei no banheiro liguei o chuveiro e esperei a água esquentar. Enquanto a água escorria pelos meus cabelos me sentia estranha e triste. Sai do banho bati a porta do quarto com força e lá fique trancada por horas lendo um livro do Ziraldo. O meu refugio eram as palavras escritas em um pequeno caderno com folhas amareladas e um cheiro que só o bom leitor pode sentir. Ao ler um livro eu criava o meu mundo, e a minha imaginação era a coisa mais preciosa.
            Cheguei a uma conclusão de que não há identidade definida, nós nunca vamos descobrir isso, mas nós podemos construí-la vivendo cada dia com atitudes e ações, eu tenho vários sonhos um deles é de descobrir quem eu sou ao longo da minha vida.
             Eu não desisti. Eu vou permanecer até o fim.


                                                                                                               Ana Carolina Delpoio
         
           
     

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Noite quente de inverno.


   Fui dormir tarde naquela noite, tudo estava quieto, perambulei a casa inteira sem se quer um pouco de sono ou algo que fizesse meus olhos se fecharem. 
   Fui ate a cozinha tomei um copo de água em três goles, senti um cheiro de pão queimado no ar. Sobre as prateleiras avistei um pote, um pote cheio de pães corados e de casca grossa, esse seria o café da manha. Olho para o relógio já são 2:41h da manha e nada, nada de dormir.
   Volto para a cama desesperada, acho alguma formar de conseguir cair em um sono profundo, viro de lado, conto carneirinhos, deito de bruço e acabo de barriga pra cima com os olhos bem abertos. Começo a pensar novamente. Imaginação pertubante. Começo a analisar meu teto, branco com laterais de gesso em forma rococo requintado, analise banal, quando me dou conta uma lagartixa rodeia o meu teto, observo-a, meu teto também abriga mosquitinhos mais que eu prefiro chamar de filhotes de libélula, em segundos instantâneo a lagartixa devora rapidamente os 21 filhotes de libélula que se hospedavam no meu teto, alguns voaram mais poucos sobreviveram, como pode um bicho como aquele ser tão esperto? Nessas horas eu seria qualquer bicho, e teria honra de ser uma lagartixa, só queria sumir do mundo. Desaparecer.
   Mas na verdade eu estou aqui deitada em minha cama com a fraca luz do abajur acesa batendo no meu rosto quente devido ao calor que estava no meu quarto em pleno inverno. Um pernilongo passa no meu ouvido, consigo ouvir seu zoombido. Consigo ouvir também o meu interior, gritando de dor, uma lagrima no meu rosto escorre, com o coração apertado por causa de mais uma briga banal com meu namorado (será que posso chamar ele assim ainda). Éramos tão felizes, e tudo terminou assim, eu aqui e ele lá.
   Olho para o relógio são 4:00h. Me lembro das mensagem de boa noite bem elaboradas e românticas que ele me mandava, agora só me resta saudade. Virei de lado na cama segurando um choro com um nó na garganta. Prestes a cair num sonho triste.

                                                                                                             Ana Carolina Delpoio